Glossário do Termalismo
Vocabulário científico ampliado para distinguir recursos, campos, práticas, técnicas, estabelecimentos e nomenclaturas operacionais do SUS.
114 verbetes
As definições são formulações de trabalho sustentadas pelas fontes indicadas. Divergências científicas, jurídicas e terminológicas são explicitadas nas notas de uso.
Técnica termalAerobanhoConceitual
Banho em água termal no qual bolhas de ar são insufladas na banheira, produzindo uma mistura água-ar e efeitos hidromecânicos adicionais.
É uma técnica de aplicação, não um tipo de água.
Técnica respiratóriaAerossol / aerossolterapiaTambém: aerossolterapiaConceitual
Aerossol é a dispersão de partículas líquidas ou sólidas em um meio gasoso; na prática termal, pode utilizar água mineral/termal nebulizada. Aerossolterapia é seu uso com finalidade terapêutica.
Integra o conjunto de técnicas respiratórias; não deve ser confundida com inalação de vapor simples.
Classificação físico-químicaÁgua alcalina / alcalino-bicarbonatadaTambém: alcalino-bicarbonatadaConceitual
Água cuja composição apresenta caráter alcalino, frequentemente relacionada à predominância de bicarbonato e determinados cátions, conforme o sistema classificatório utilizado.
Os critérios e nomes das subclasses variam entre legislações e escolas hidrogeológicas.
Classificação físico-químicaÁgua bicarbonatadaConceitual
Água em que o bicarbonato constitui um dos ânions dominantes ou característicos.
É uma classe de composição; não define sozinha temperatura nem indicação terapêutica.
Classificação físico-químicaÁgua carbogasosa / gasocarbônicaTambém: gasocarbônicaConceitual
Água com conteúdo significativo de dióxido de carbono livre ou naturalmente dissolvido, segundo limiares próprios de cada sistema classificatório.
O Dicionário do Termalismo usa “gasocarbónica”; o Código brasileiro também reconhece águas carbogasosas.
Classificação físico-químicaÁgua cloretada / cloruradaTambém: cloruradaConceitual
Água em que o cloreto constitui ânion dominante ou característico.
A terminologia varia entre português e espanhol; composição não implica automaticamente uma finalidade clínica.
Recurso hídricoÁgua comum / água potável ordináriaTambém: água potável ordináriaConceitual
Água sem exigência de reconhecimento como mineral ou mineromedicinal, utilizada inclusive em modalidades de hidroterapia.
É importante para diferenciar hidroterapia de práticas em que a identidade mineral da água é constitutiva.
Recurso hídricoÁgua de nascenteConceitual
Na tradição portuguesa, água subterrânea própria para beber na origem que não se integra necessariamente ao conceito de recurso hidromineral.
A expressão possui regimes jurídicos específicos conforme o país.
Recurso marinhoÁgua do marConceitual
Água salina oceânica empregada em talassoterapia, geralmente em articulação com outros elementos do ambiente marinho.
Não deve ser automaticamente classificada como água termal ou mineral natural em sentido legal.
Classificação hidroquímicaÁgua duraConceitual
Água com elevada dureza, relacionada sobretudo à concentração de sais de cálcio e magnésio; alguns glossários termais adotam limiares próprios.
Não é categoria terapêutica em si.
Classificação físico-químicaÁgua ferruginosaConceitual
Água caracterizada por teor de ferro relevante segundo o sistema classificatório adotado.
O Dicionário do Termalismo utiliza limiar próprio; evite transportar valores entre normas sem conferir a fonte.
Classificação por mineralizaçãoÁgua fracamente mineralizadaConceitual
No Dicionário do Termalismo, água com mineralização total entre 50 e 500 mg/L.
Limiar pertencente a essa fonte/tradição; outras classificações podem adotar faixas diferentes.
Classificação por temperaturaÁgua friaConceitual
No Código de Águas Minerais brasileiro, fonte fria é a de temperatura inferior a 25 °C.
Água mineral pode ser fria; “mineral” não significa “termal/quente”.
Classificação por mineralizaçãoÁgua hipersalinaConceitual
No Dicionário do Termalismo, água com mineralização total superior a 1.500 mg/L.
É uma classificação quantitativa dependente do sistema adotado.
Classificação osmóticaÁgua hipertônicaConceitual
Água cuja concentração de sais é superior à referência fisiológica empregada pelo sistema classificatório.
No Dicionário do Termalismo, o corte indicado é superior a 5.000 mg/L.
Classificação por mineralizaçãoÁgua hipossalinaConceitual
No Dicionário do Termalismo, água com mineralização total inferior a 50 mg/L.
Não confundir com “hipotônica”, que compara concentração osmótica com o soro fisiológico.
Classificação por temperaturaÁgua hipotermalConceitual
No Código brasileiro, fonte com temperatura entre 25 °C e 33 °C.
A classificação por temperatura é independente da classificação química.
Classificação osmóticaÁgua hipotônicaConceitual
Água com concentração mineral inferior à referência do soro fisiológico no sistema utilizado.
No Dicionário do Termalismo, o corte indicado é inferior a 5.000 mg/L.
Classificação por temperaturaÁgua isotermalConceitual
No Código brasileiro, fonte com temperatura entre 36 °C e 38 °C.
O termo é classificatório e não equivale a “isotônica”.
Classificação osmóticaÁgua isotônicaConceitual
Água com concentração mineral semelhante à referência fisiológica adotada.
No Dicionário do Termalismo, aproximadamente 5.000 mg/L.
Classificação por mineralizaçãoÁgua mesossalinaConceitual
No Dicionário do Termalismo, água com mineralização total entre 500 e 1.500 mg/L.
Faixa específica dessa fonte.
Classificação por temperaturaÁgua mesotermalConceitual
No Código brasileiro, fonte com temperatura entre 33 °C e 36 °C.
Não confundir “mesotermal” com mineralização intermediária.
Recurso natural / categoria legalÁgua mineralConceitual
No Brasil, água proveniente de fonte natural ou artificialmente captada, com composição química ou propriedades físicas/físico-químicas distintas das águas comuns e características que lhe confiram ação medicamentosa. Em glossários hidrogeológicos, o termo também pode ser usado de modo mais amplo para águas com tipologia físico-química distinta.
Não é sinônimo necessário de água quente. A acepção jurídica brasileira deve ser preservada quando o contexto for regulatório.
Recurso natural / categoria técnico-jurídicaÁgua mineral naturalConceitual
Na legislação termal portuguesa, é a matéria-prima nuclear do termalismo. O Dicionário do Termalismo a descreve como água bacteriologicamente própria, de circulação profunda, com características físico-químicas estáveis na origem e associadas a efeitos favoráveis à saúde.
Em Portugal é denominação formal; no Brasil, o Código de 1945 estrutura principalmente a categoria “água mineral”.
Recurso geológicoÁgua mineroindustrialConceitual
Água natural subterrânea que possibilita extração economicamente aproveitável de substâncias nela contidas.
É conceito de hidrogeologia/mineração, não modalidade terapêutica.
Recurso terapêuticoÁgua mineromedicinal / minero-medicinalTambém: minero-medicinalConceitual
Na Hidrologia Médica espanhola, água que, por sua composição química, física e físico-química, possui propriedades terapêuticas, com utilidade respaldada por reconhecimento estatal.
O termo enfatiza o caráter medicinal/terapêutico. Pode se sobrepor a “água mineral natural”, mas as categorias legais não são universais entre países.
Classificação físico-químicaÁgua oligomineral / oligometálicaTambém: oligometálicaConceitual
Termos usados em diferentes tradições para águas de baixa mineralização ou com composição caracterizada por oligoelementos, conforme critérios próprios.
“Oligomineral” no corpus brasileiro e “oligometálica” na SEHM não devem ser presumidos como categorias rigorosamente equivalentes sem verificar o sistema classificatório.
Categoria legal brasileiraÁgua potável de mesaConceitual
No Código de Águas Minerais, água de composição normal proveniente de fonte natural ou artificialmente captada que atende às condições de potabilidade.
É distinta da água mineral; o Anexo V do Relatório de Gestão reforça essa separação.
Classificação físico-químicaÁgua radioativa / radíferaTambém: radíferaConceitual
Água cuja classificação considera radioatividade natural ou presença de elementos/emanações radioativas, conforme critérios legais ou hidrogeológicos.
O termo é histórico e regulatório; não se deve inferir eficácia clínica a partir da classificação isolada.
Classificação físico-químicaÁgua silicatadaConceitual
Água caracterizada por teor relevante de sílica segundo a classificação adotada.
Classe de composição, não de temperatura.
Classificação físico-químicaÁgua sulfatadaConceitual
Água em que o sulfato constitui ânion dominante ou característico.
A classificação química é independente do modo de uso terapêutico.
Classificação físico-químicaÁgua sulfúrea / sulfurosa / sulfuradaTambém: sulfurosa; sulfuradaConceitual
Família terminológica relacionada à presença de formas reduzidas de enxofre ou compostos sulfurados. A nomenclatura e os critérios exatos variam entre tradições.
Não tratar automaticamente “sulfúrea”, “sulfurosa” e “sulfurada” como equivalentes regulatórios sem conferir a fonte.
Recurso natural / atributo térmicoÁgua termalConceitual
Água cuja temperatura natural de emergência constitui característica relevante. No Brasil, a classificação legal de fontes minerais distingue faixas térmicas, culminando nas hipertermais acima de 38 °C.
“Termal” não implica necessariamente “mineral” ou “medicinal”. Em Portugal, mesmo água mineral natural fria pode integrar termalismo; por isso, termalismo não deve ser reduzido à ideia de calor.
Expressão composta de uso termalÁgua termomineralConceitual
Expressão recorrente na PNPIC e na literatura brasileira para águas do universo termal/mineral, sobretudo ao descrever Termalismo Social.
No corpus consultado, não foi localizada como categoria jurídico-hidrogeológica federal brasileira com definição autônoma única; seu sentido deve ser explicitado em cada estudo.
Classificação histórico-legal brasileiraÁgua toriativaConceitual
Categoria histórica do Código de Águas Minerais baseada na presença/eman ação de tório segundo critérios previstos na legislação.
É vocabulário regulatório histórico e deve ser interpretado segundo o Código e atualizações técnicas aplicáveis.
Usuário / organização termalAquistaConceitual
Termo histórico/ibérico para a pessoa que frequenta termas ou realiza tratamento termal; aproxima-se de “termalista”.
Uso menos corrente no português brasileiro contemporâneo.
Recurso sólido/mineralArgila medicinalConceitual
Argila usada em práticas terapêuticas, isoladamente ou em preparações. No vocabulário brasileiro de PICS aparece relacionada à argiloterapia/fangoterapia e à geoterapia.
Argila não é sinônimo universal de peloide; peloide pode exigir mistura/maturação com uma fase líquida específica conforme a tradição.
Prática terapêuticaArgiloterapiaConceitual
Uso terapêutico de argila, frequentemente por aplicações locais ou compressas. O Glossário PICS de 2018 aproxima Fangoterapia de Argiloterapia.
Não igualar automaticamente à peloidoterapia: o corpus brasileiro usa objetos e classificações diferentes.
Prática geral de banhoBalneaçãoConceitual
Ato ou prática de banhar-se; em contexto médico-termal pode integrar técnicas balneárias, mas o termo isolado não determina caráter medicinal ou mineral.
É mais amplo e menos específico que “balneoterapia”.
EstabelecimentoBalneário / balneário termalTambém: balneário termalConceitual
Unidade/local onde se aplicam banhos e técnicas balneárias. Em Portugal, “balneário ou estabelecimento termal” é unidade prestadora de cuidados de saúde que aproveita propriedades terapêuticas de água mineral natural. A SEHM define balneario como centro sanitário onde se aplicam banhos medicinais.
Na língua geral, “balneário” também pode designar área turística ou local de banho; no texto técnico, explicitar se se trata de estabelecimento de saúde.
Campo científicoBalneologiaConceitual
Campo dedicado ao estudo dos banhos, recursos balneológicos naturais e sua utilização médica. Em muitas tradições centro-europeias é disciplina científica, e não sinônimo necessário de balneoterapia.
O Anexo V brasileiro de 2011 simplifica como “estudo dos banhos”; essa formulação deve ser lida como registro histórico da terminologia ministerial.
Prática/intervençãoBalneoterapiaConceitual
Termo de extensão variável. Em definição restrita, é a utilização terapêutica de banhos medicinais; em outras escolas, abrange o uso terapêutico de águas minerais/termais e, por vezes, peloides e gases naturais.
Há forte sobreposição com crenoterapia em algumas tradições, mas não equivalência universal. Dicionários gerais também registram balneoterapia simplesmente como tratamento por banhos.
Técnica termal/hidroterápicaBanho de imersãoConceitual
Imersão parcial ou total do corpo em água, podendo utilizar água mineral natural, termal ou água comum, conforme o contexto terapêutico.
O agente empregado é decisivo para saber se a técnica será classificada como balneoterapia, crenoterapia ou hidroterapia.
Técnica terapêuticaBanho medicinalConceitual
Banho realizado com finalidade terapêutica e recurso considerado medicinal dentro do sistema clínico adotado.
É o núcleo da definição sintética de balneoterapia da SEHM.
Campo científicoClimatologia MédicaConceitual
Campo que estuda relações entre clima, fatores atmosféricos e saúde, inclusive seu emprego terapêutico ou preventivo.
Relaciona-se à climatoterapia, mas campo de estudo e intervenção não são a mesma coisa.
Prática/intervenção ambientalClimatoterapiaConceitual
Uso planejado de condições climáticas e ambientais favoráveis com finalidade terapêutica, preventiva ou de reabilitação.
Pode articular-se ao termalismo e à talassoterapia, mas não deve ser tratada como sinônimo de ambos.
Programa/intervenção compostaCrenobalneoterapiaConceitual
Rótulo usado em parte da literatura para combinar crenoterapia e balneoterapia ou designar tratamento termal complexo.
Seu conteúdo não é padronizado internacionalmente; em alguns estudos se aproxima de spa therapy.
Programa terapêutico combinadoCrenoclimatismo / hidroclimatismoTambém: hidroclimatismoConceitual
Associação terapêutica entre águas minerais/medicinais e condições climáticas do local.
O Serviço Geológico do Brasil registra essa combinação como componente da tradição crenológica.
Campo científicoCrenologiaConceitual
Ciência dedicada ao estudo das águas minerais e de seus efeitos/propriedades medicinais e terapêuticas. No Brasil, o termo possui longa trajetória normativa e acadêmica.
Distinguir de crenoterapia: crenologia é campo de conhecimento; crenoterapia é utilização terapêutica.
Conjunto de técnicasCrenotécnicasConceitual
Técnicas utilizadas para aplicar a crenoterapia, abrangendo vias internas, externas e respiratórias conforme a tradição.
Termo presente no Anexo V do Relatório de Gestão 2006–2010.
Prática/intervençãoCrenoterapiaConceitual
Utilização terapêutica de águas minerais/mineromedicinais. A PNPIC define-a pela indicação e uso de águas minerais com finalidade terapêutica, sem restringir a uma única via; a SEHM a define como aplicação terapêutica das águas mineromedicinais.
A ingestão/hidropinia é uma modalidade possível, não definição universal de toda crenoterapia. Sobrepõe-se à balneoterapia em parte da literatura.
Programa terapêuticoCura balneária / cura termalTambém: cura termalConceitual
Conjunto integrado de fatores e intervenções terapêuticas que atuam sobre a pessoa durante permanência/tratamento em estabelecimento balneário ou termal.
É um programa composto, não uma técnica isolada.
Técnica de uso internoCura hidropínica / cura de bebidaTambém: cura de bebidaConceitual
Programa ou modalidade de ingestão orientada de água mineral/mineromedicinal, geralmente na fonte e segundo prescrição/indicação.
É forma específica de crenoterapia por via oral.
Técnica externaDucha termalConceitual
Aplicação de água sob jato ou aspersão sobre o corpo, com variações de pressão, temperatura, direção e região corporal.
Inclui variantes como ducha circular, de jato, d’Aix/Vichy, subaquática e outras; a nomenclatura técnica varia por escola.
Estabelecimento de saúdeEstabelecimento termalConceitual
Unidade assistencial onde se utilizam recursos termais e técnicas correspondentes. Na legislação portuguesa, é unidade prestadora de cuidados de saúde que aproveita propriedades terapêuticas de água mineral natural.
É diferente da estância termal: o estabelecimento é a unidade construída/assistencial contida no território mais amplo.
Território / categoria históricaEstância hidromineralConceitual
Localidade ou território organizado em torno da exploração de águas minerais/hidrominerais e infraestrutura associada. No Brasil, o Código de 1945 disciplina requisitos para estâncias hidrominerais.
A categoria possui usos jurídico-administrativos próprios e não deve ser igualada automaticamente a estabelecimento termal.
TerritórioEstância termalConceitual
Área geográfica organizada onde existem uma ou mais emergências de água mineral natural exploradas por estabelecimentos termais, somadas a condições ambientais e infraestrutura de apoio.
A legislação portuguesa oferece uma definição particularmente clara da distinção território/estabelecimento.
Recurso semissólidoFango / lama termalTambém: lama termalConceitual
Material semissólido de uso terapêutico associado a argilas, sedimentos, matéria orgânica/mineral e, em algumas tradições, água mineral ou termal.
“Fango”, “lama”, “peloide” e “argila” podem se sobrepor, mas não são equivalentes universais.
Prática terapêuticaFangoterapiaConceitual
Aplicação terapêutica de fangos/lamas. No Glossário PICS 2018, aparece como sinônimo/remissão de Argiloterapia; em balneologia internacional pode se aproximar de peloterapia.
Não presumir identidade universal com peloidoterapia; informar o material realmente utilizado.
Recurso naturalGases naturais terapêuticosConceitual
Gases naturais associados a fontes e recursos balneológicos, empregados em algumas tradições de balneoterapia/medicina termal.
Integram o conjunto de recursos naturais do campo em propostas internacionais, ao lado de águas minerais e peloides.
Prática terapêuticaGeoterapiaConceitual
No vocabulário brasileiro de PICS, prática que utiliza elementos da terra, como argilas, barros, lamas, pedras ou cristais, em diferentes formas de aplicação.
É conceito mais amplo e distinto de peloidoterapia; não deve ser fundido automaticamente ao termalismo.
Estabelecimento/territórioHealth resortConceitual
Expressão anglófona para localidade/estância de saúde organizada em torno de recursos naturais, clima e serviços terapêuticos ou de reabilitação.
Não corresponde simplesmente ao spa comercial contemporâneo.
Campo clínico-assistencialHealth resort medicine / medicina de estânciasTambém: medicina de estânciasConceitual
Conjunto de atividades médicas originadas e realizadas em estâncias de saúde, baseadas em evidência científica, para promoção da saúde, prevenção, terapia e reabilitação.
É proposta internacional de guarda-chuva; sua equivalência com “medicina termal” varia entre tradições.
Prática ambientalHelioterapiaConceitual
Uso terapêutico planejado da exposição à luz solar/radiação solar em contextos clínicos ou de medicina de estâncias.
Pode integrar climatoterapia ou talassoterapia conforme o arranjo terapêutico.
Prática/intervençãoHidrocinesioterapia / fisioterapia aquáticaTambém: fisioterapia aquáticaConceitual
Exercícios e movimentos terapêuticos realizados em meio aquático, explorando flutuação, resistência, pressão hidrostática e temperatura.
Pode ocorrer em água comum; portanto, não é automaticamente termalismo, balneoterapia ou crenoterapia.
Campo científicoHidrogeologiaConceitual
Área das geociências que estuda ocorrência, circulação, propriedades e aproveitamento das águas subterrâneas.
É fundamental para compreender origem e características dos recursos hidrominerais, mas não é disciplina clínica.
Campo científico/profissionalHidrologia MédicaConceitual
Campo dedicado ao estudo das águas mineromedicinais, minerais naturais, marinhas e, em algumas tradições, águas potáveis ordinárias, com ênfase em suas ações sobre o organismo humano em saúde e doença.
Não deve ser reduzida a “tratamento” nem igualada automaticamente à crenoterapia; o Anexo V de 2011 registra um uso brasileiro simplificado e historicamente inconsistente.
Técnica hidroterápica/termalHidromassagemConceitual
Aplicação de água com jatos ou turbulência produzindo estímulos mecânicos, podendo ocorrer em banheira ou piscina.
Pode usar água comum ou mineral; a classificação depende do recurso e do contexto.
Técnica de uso internoHidropiniaConceitual
Ingestão terapêutica orientada de água mineral/mineromedicinal, frequentemente realizada na fonte.
É uma modalidade de crenoterapia e não sinônimo necessário de crenoterapia como um todo.
Prática/intervenção polissêmicaHidroterapiaConceitual
Uso terapêutico da água, muitas vezes com ênfase em suas propriedades físicas, térmicas e mecânicas e sem exigência de composição mineral específica. Em diferentes tradições também pode significar exercício aquático, aplicações externas ou métodos específicos como Kneipp.
É um dos termos mais polissêmicos do campo. Nem toda hidroterapia integra o termalismo.
Técnica respiratóriaInaloterapiaConceitual
Administração terapêutica de água mineral/termal ou seus aerossóis e vapores por via respiratória.
Pode integrar crenoterapia, especialmente em tradições que reconhecem vias interna, externa e inalatória.
Técnicas locaisIrrigações termaisConceitual
Aplicações dirigidas de água mineral/termal em cavidades ou mucosas, como irrigação nasal, retronasal ou outras técnicas especializadas.
São crenotécnicas específicas e exigem descrição da via e do recurso utilizado.
Método hidroterápicoKneipp / terapia de KneippTambém: terapia de KneippConceitual
Sistema histórico de aplicações de água, tradicionalmente com ênfase em estímulos térmicos, especialmente água fria, associado a outras medidas de estilo de vida em sua tradição original.
É uma acepção particular de hidroterapia; não deve definir todo o campo.
Programa/sistema de curaKurConceitual
Termo germânico para cura/tratamento organizado, frequentemente realizado em estâncias com recursos naturais, clima, reabilitação e permanência programada.
Não possui equivalente único em português; pode aproximar-se de cura termal ou programa de medicina de estâncias.
Território/estânciaKurort / HeilbadTambém: HeilbadConceitual
Categorias germânicas de localidades/estâncias de cura e, no caso de Heilbad, balneários/estâncias reconhecidas segundo critérios específicos.
São categorias institucionais nacionais e não devem ser traduzidas automaticamente como “balneário” sem contexto.
Recurso semissólidoLama medicinal / lama termalTambém: lama termalConceitual
Lama utilizada terapeuticamente, podendo ser natural ou preparada/maturada com água mineral/termal segundo a tradição.
Pode integrar peloides, fangoterapia ou outras práticas; sempre explicitar composição e preparação.
Termo pouco padronizadoLamoterapiaConceitual
Expressão usada ocasionalmente para terapia com lamas.
Não foi localizada como categoria substantivamente estabilizada nos documentos federais PNPIC auditados; preferir “peloidoterapia/peloterapia” ou “fangoterapia” quando o material e a fonte permitirem maior precisão.
Conceito de mercado/saúdeMedical wellnessConceitual
Integração de serviços de bem-estar com avaliação ou supervisão médica em certos modelos comerciais ou de health resort.
É categoria de mercado/serviço, não sinônimo de medicina termal nem de termalismo social.
Campo clínico-assistencialMedicina TermalConceitual
Ramo/campo médico relacionado ao emprego clínico de águas minerais/termais e outros recursos naturais em contextos termais. A PNPIC de 2006/2015 a definiu como ramo da medicina clínica que utiliza águas minerais como terapêutica suplementar.
Seu escopo internacional varia e pode se sobrepor a Hidrologia Médica e Health Resort Medicine.
Profissional histórico/especializadoMédico crenólogo / crenologistaTambém: crenologistaConceitual
Médico especializado no estudo e uso terapêutico das águas minerais, figura presente na legislação e história acadêmica brasileira.
O termo documenta a institucionalização histórica da Crenologia como campo médico. Na regulação minerária vigente, entretanto, a responsabilidade pelo Projeto de Caracterização Crenoterápica não é reservada a médico: a Resolução ANM nº 193/2024 exige participação, na equipe elaboradora, de pelo menos um profissional da área da saúde legalmente habilitado e determina que profissional com essa qualificação responda tecnicamente pela implementação e execução do projeto.
Profissional especializadoMédico hidrologistaConceitual
Médico com formação/competência em Hidrologia Médica e atuação em estabelecimentos termais conforme determinadas tradições nacionais.
É denominação profissional dependente do sistema de formação e regulação de cada país.
Propriedade físico-químicaMineralizaçãoConceitual
Conjunto/quantidade de substâncias minerais dissolvidas na água, usada para caracterização hidroquímica e classificação de águas.
Não é sinônimo de temperatura nem, isoladamente, prova de efeito terapêutico.
Elemento hidrogeológicoNascente / fonteTambém: fonteConceitual
Ponto de emergência natural de água subterrânea; no campo termal pode corresponder à origem de água mineral, termal ou mineromedicinal.
“Fonte” pode designar tanto a emergência física quanto, em linguagem cotidiana, o estabelecimento/local.
Técnica respiratóriaNebulizaçãoConceitual
Transformação de líquido em partículas finas para administração por via respiratória; em contexto termal pode empregar água mineral/termal.
É uma técnica, não uma categoria de tratamento completa.
Tradição termal japonesaOnsenConceitual
Termo japonês relacionado a fonte quente e, por extensão, estabelecimentos/banhos associados a águas geotérmicas.
É tradição cultural e regulatória própria; não deve ser tratada como sinônimo universal de termalismo médico ou crenoterapia.
Recurso terapêutico semissólidoPeloideConceitual
Material natural ou preparado de consistência semissólida utilizado terapeuticamente, tradicionalmente envolvendo fase sólida mineral/orgânica e fase líquida, frequentemente água mineral ou água do mar.
A definição exata varia. É recurso/agente; a terapia é peloidoterapia/peloterapia.
Prática/intervençãoPeloidoterapia / peloterapiaTambém: peloterapiaConceitual
Aplicação terapêutica de peloides, sobretudo por contato externo e transferência térmica, podendo integrar balneoterapia ou talassoterapia conforme o recurso.
No DeCS e em algumas tradições, peloterapia agrega termos como fangoterapia; no corpus brasileiro PNPIC, essa equivalência não é estável.
Gestão do recursoPerímetro de proteçãoConceitual
Área delimitada ao redor de fonte/recurso hidromineral para proteção quantitativa e qualitativa contra contaminação ou interferências.
É elemento de gestão hidrogeológica e regulatória, não prática terapêutica.
Prática termoterapêutica/marinhaPsammoterapiaConceitual
Uso terapêutico de areia aquecida ou de ambientes arenosos, geralmente por contato corporal controlado.
Pode aparecer em talassoterapia ou medicina de estâncias, mas não é componente obrigatório.
Instrumento regulatório brasileiroProjeto de Caracterização CrenoterápicaConceitual
Instrumento exigido pela Resolução ANM nº 193/2024 para empreendimentos que ofereçam tratamentos utilizando o potencial terapêutico de águas minerais ou potáveis de mesa. Deve caracterizar o recurso, suas propriedades terapêuticas, técnicas de tratamento, indicações e contraindicações balneoterápicas, referências bibliográficas e equipe técnica responsável.
A equipe que elabora o projeto deve incluir, no mínimo, um profissional da área da saúde legalmente habilitado pelo conselho profissional correspondente. A implementação e a execução do projeto também devem ter responsável técnico da área da saúde legalmente habilitado. A norma não restringe essas funções ao médico; isso não equivale, porém, a definir quais profissões podem indicar, prescrever ou executar cada prática no âmbito assistencial do SUS.
Programa/estabelecimentoSanatório / tratamento sanatório-estânciaTambém: tratamento sanatório-estânciaConceitual
Modelo de tratamento com permanência em estabelecimento especializado, historicamente associado a clima, recursos naturais, repouso e reabilitação.
No espaço pós-soviético, sistemas sanatório-estância possuem lógica institucional própria e não equivalem simplesmente a “spa”.
Práticas térmicas adjacentesSauna / banho turco / hammamTambém: banho turco; hammamConceitual
Exposição controlada a calor seco ou úmido e vapor.
Podem integrar programas de bem-estar ou hidrotermoterapia, mas não definem termalismo e não exigem água mineral natural.
Serviços complementaresServiços de bem-estar termalConceitual
Na legislação portuguesa, serviços voltados à qualidade de vida, estética, beleza e relaxamento, podendo incluir técnicas termais e uso de água mineral natural.
Distinguir de tratamento termal clínico e de Termalismo Social.
Estabelecimento/conceito de mercadoSpaConceitual
Termo de uso amplo para estabelecimentos de bem-estar, água, estética ou saúde, com grande variação internacional.
A presença da palavra “spa” não garante água mineral, supervisão clínica, termalismo ou balneoterapia.
Programa/intervenção compostaSpa therapyConceitual
Rótulo usado na literatura para programas terapêuticos realizados em spa/estância, frequentemente combinando balneoterapia, peloides, exercício e outras intervenções.
Composição e setting não são padronizados; deve ser definido operacionalmente em cada estudo.
Prática/intervenção marinhaTalassoterapiaConceitual
Uso terapêutico controlado do ambiente marinho e de seus elementos naturais, podendo envolver água do mar, clima marinho, aerossóis, sais, algas, lamas e areias.
Não deve ser reduzida automaticamente a climatoterapia. Pode incluir climatoterapia marinha como componente.
Prática complementar ao tratamento termalTécnica complementarConceitual
Na legislação portuguesa, técnica de promoção, prevenção, terapêutica, reabilitação ou qualidade de vida realizada sem recurso à água mineral natural, destinada a aumentar a eficácia dos serviços do estabelecimento termal.
Útil para separar o núcleo termal das intervenções realizadas no mesmo estabelecimento sem água mineral natural.
Prática/intervençãoTécnica termalConceitual
Modo de utilização de meios que fazem uso de água mineral natural, com ou sem técnicas complementares, para prevenção, terapêutica, reabilitação ou bem-estar.
Definição jurídica portuguesa especialmente útil para distinguir recurso e técnica.
Prática/intervençãoTerapia hidromineralConceitual
No Glossário PICS 2018, aplicação terapêutica interna ou externa da água, inclusive água termal/mineral, explorando características do recurso e da forma de aplicação.
É rótulo brasileiro de PICS que não se estabilizou como principal categoria na seção termal da PNPIC.
Fenômeno/campo amplo e, em algumas normas, práticaTermalismoConceitual
Conceito polissêmico. Pode designar o uso da água mineral natural e meios complementares para prevenção, terapêutica, reabilitação ou bem-estar; no Brasil, a PNPIC o descreve como diferentes maneiras de utilização da água mineral em tratamentos e, em formulações posteriores, como prática terapêutica. Em sentido mais amplo, também abrange estâncias, profissionais, infraestrutura, história, cultura, turismo e organização do setor.
Não reduzir automaticamente a uma única técnica nem tratá-lo como sinônimo universal de crenoterapia ou balneoterapia.
Rótulo operacional brasileiroTermalismo em SaúdeConceitual
Expressão encontrada em documentos de monitoramento como recurso associado à classificação de Termalismo/Crenoterapia.
Na auditoria do corpus federal selecionado, não foi localizada definição conceitual autônoma específica; tratar como nomenclatura operacional até que fonte definicional seja identificada.
Política/dimensão de acessoTermalismo SocialConceitual
Dimensão político-assistencial do termalismo orientada à democratização do acesso a recursos, práticas e estabelecimentos termais. Na PNPIC 2006, o glossário o define pelo acesso a estabelecimentos termais para prevenção, terapia e manutenção da saúde; em 2018, a formulação explicita aspectos ecológicos, históricos e sociais e o acesso universal à Rede de Atenção à Saúde.
Não é uma técnica terapêutica específica. Modelos internacionais variam entre sistemas de saúde, seguridade/previdência, turismo social e arranjos híbridos.
UsuárioTermalistaConceitual
Pessoa que utiliza recursos, meios e serviços de um centro/estabelecimento termal ou realiza tratamento termal.
Termo mais frequente em Portugal/Espanha; no SUS, “usuário” é geralmente mais natural.
Lugar/territórioTermasConceitual
Locais onde emergem uma ou mais águas minerais naturais adequadas à prática do termalismo, na legislação portuguesa. Na língua comum, o termo também pode designar instalações ou o próprio complexo termal.
No uso técnico, diferenciar “termas” como lugar de emergência da água de “estabelecimento termal” como unidade assistencial.
Mecanismo físico-químicoTransmineralizaçãoConceitual
Troca de substâncias entre o organismo e a água durante o contato/banho, usada em algumas tradições como um dos argumentos de diferenciação entre balneoterapia/crenoterapia e hidroterapia com água comum.
O peso desse mecanismo na definição do campo não é universal e não deve ser usado como critério único.
Programa terapêuticoTratamento termalConceitual
Conjunto de ações terapêuticas indicadas e praticadas para um termalista, compatíveis com as indicações reconhecidas da água mineral natural utilizada.
É categoria de programa/plano terapêutico; não se confunde com o código SIGTAP brasileiro de “Tratamento Termal/Crenoterápico”.
Conceito econômico-setorialTurismo de saúde / turismo termalTambém: turismo termalConceitual
Deslocamento e permanência motivados total ou parcialmente por cuidados de saúde, tratamentos termais, prevenção, bem-estar ou uso de estâncias.
Pode sobrepor-se ao termalismo, mas não é equivalente a Termalismo Social nem a assistência em saúde.
Técnica aquáticaWatsuConceitual
Método de relaxamento, alongamento e mobilização corporal realizado em água aquecida, com suporte do terapeuta.
É técnica aquática adjacente; não exige água mineral e não é, por si, termalismo.
Conceito amplo de bem-estarWellness / bem-estarTambém: bem-estarConceitual
Conjunto de práticas e serviços orientados a bem-estar, qualidade de vida e relaxamento.
Pode coexistir com serviços termais, mas não implica finalidade clínica, recurso mineral ou política pública de acesso.
Nomenclatura operacional do SUSTermalismo/Crenoterapia – classificação CNESOperacional SUS
Rótulo cadastral da classificação 006 do serviço de Práticas Integrativas e Complementares, criado no SCNES em 2006 e posteriormente mantido na estrutura do serviço 134. Indica oferta formal declarada, não a modalidade concreta realizada.
Nomenclatura operacional do SUSOrientação de Tratamento Termal/Crenoterápico – 03.01.04.012-5Operacional SUS
Primeiro procedimento SIGTAP específico localizado para o campo, criado em 2016. Seu objeto era a orientação de tratamento termal e/ou crenoterápico. Foi predecessor histórico do Tratamento Termal/Crenoterápico.
Nomenclatura operacional do SUSTratamento Termal/Crenoterápico – 03.09.05.006-5Operacional SUS
Procedimento que substituiu/reclassificou a antiga Orientação em 2017. É um rótulo clínico-administrativo de produção e não resolve conceitualmente a diferença entre “termal” e “crenoterápico”.
Nomenclatura operacional do SUSSessão de Termalismo – 01.01.05.014-3Operacional SUS
Procedimento criado em 2018, com presença nas séries a partir de 2019, descrito como prática terapêutica individual ou coletiva. Coexiste com o Tratamento Termal/Crenoterápico.
Nomenclatura operacional do SUSTermalismo em SaúdeOperacional SUS
Rótulo operacional encontrado em monitoramentos recentes como recurso associado à classificação 006. Até a auditoria de 12 ago. 2026, não foi localizada definição conceitual autônoma em publicação federal selecionada.